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Gilberto Jordan

VILAMOURA XXI

4 DIAS EM WASHINGTON, DC

 ANDRÉ JORDAN

Embarquei na United Airlines para Washington no primeiro voo comercial realizado entre as duas capitais. Na sala de embarque discursos, música e champagne. O voo, que por agora é diário será suspenso em Setembro. São 2 ou 3 horas a menos que se for para Washington via Londres ou Newark.

Os Estados Unidos estão em grande ebulição nas vésperas da próxima eleição presidencial em Novembro.

Donald Trump, o bilionário promotor imobiliário e dono de casinos, arrancou a sua campanha para a candidatura do Partido Republicano, baseado na sua popularidade como personagem em concursos televisivos. O seu discurso lembra o arranque da carreira política de Hitler na Alemanha e de Mussolini na Itália no princípio dos anos 30 do século passado, ao apelar aos sentimentos e preconceitos da classe trabalhadora e dos reformados.

A princípio não foi levado a sério. Agora, tendo conquistado a nomeação já antes da convenção do partido, focaliza o seu ataque de metralhadora giratória em Hillary Clinton que, debilitada pela disputa da nomeação do Partido Democrático com o Senador Bernie Sanders, que se intitula um socialista, uma novidade tardia na política americana. Hillary não encontrou o diapasão correcto para replicar aos ataques de Trump. Este, com uma longa carreira de percalços e situações duvidosas, tem muitos esqueletos no armário. A esperança do Partido Democrático é que venha à tona algum caso do passado que possa por fim à improvável marcha triunfal de Trump para a Casa Branca.

Um detalhe curioso é que o Trump como Sanders, recusam revelar as suas declarações de impostos. Trump, o autoproclamado bilionário, porque supostamente tem menos que alardeia e Sanders, o autoproclamado socialista, porque presume-se que tem mais.

O presidente Barak Obama, que começou o seu primeiro mandato muito contestado devido à sua falta de experiência de gestão e curta carreira política, termina o seu segundo mandato em beleza. O sucesso do seu controverso Plano de Saúde, que beneficiou alguns milhões de cidadãos que não tinham qualquer protecção e que baixou os custos médicos, ao contrário do que os seus opositores propalavam, o acordo nuclear com o Irão, a conciliação com Cuba e mesmo a sua actuação relativamente imparcial no Médio Oriente, justificam o Prémio Nobel da Paz, que havia recebido prematuramente.

Ficará residindo em Washington com a sua família, terminando a presidência sem qualquer sombra sobre a sua conduta pessoal, ao contrário de Bill Clinton que ainda hoje tem muitos anticorpos. Obama será, sem dúvida, uma das personalidades mais influentes no mundo nas próximas décadas.

Por falar em Bill Clinton, um escândalo escabroso envolve Kenneth Starr, o procurador especial da justiça nomeado para investigar o caso Whitewater, ocorrido durante o mandato de Clinton como Governador do Arkansas, sobre o qual nada descobriu, mas que continuou vasculhando a vida do Presidente até que caiu-lhe ao colo a estagiária da Casa Branca Mónica Lewinsky, que confessou praticar felácio com Clinton dentro do gabinete presidencial. Agora Starr era Presidente da Baylor University, do Texas, uma escola que através do football americano, arrecada milhões em direitos televisivos. Vários jogadores da equipa foram acusados de pedofilia com violência contra jovens de ambos os sexos. O virtuoso Presidente Starr ocultou as acusações para não prejudicar as receitas televisivas, foi despedido da presidência.

«Washington File» – a revista que é a bíblia social da capital e cuja proprietária e editora é filha do falecido Smith Bagley, marido da bela e influente Elisabeth Bagley, que foi embaixadora dos Estados Unidos em Lisboa durante o Governo de Mário Soares – publicou a lista das 100 personalidades mais influentes de Washington, lista que exclui membros do governo e políticos. O número um é David Rubinstein, presidente da financeira Carlyle e do Kennedy Center for the Performing Arts. O sector de turismo é representado pelo lendário Bill Marriot e pelo presidente da Hilton, Christopher Nossetta.

Uma nota irónica é que enquanto George W. Bush bajulava os sauditas, estes, durante o seu mandato compraram 18 mil milhões em armamentos aos Estados Unidos. Com Obama, que os sauditas não consideram um amigo, compraram 108 mil milhões. Um caso de tough love.

Na volta a Lisboa, enquanto esperei numa carrinha o transporte para o terminal, tinha a companhia de duas idosas muito gordas que declararam ser de North Carolina e que nunca tinha saído dos Estados Unidos. Perguntei-lhes a razão da escolha de Lisboa. Responderam: «Good weather, good food and the cheapest choice.» Será esta a forma de competitividade de que falam as autoridades públicas do sector?

6.06.2016

OS TRÊS EMISSÁRIOS POLACOS

 

O Estoril tem, desde Maio de 2016, uma nova a obra de arte urbana, a qual presta homenagem a Jan Karski (1914 – 2000) e aos seus amigos Jerzy Jan Lerski (1917 - 1992) e Jan Nowak-Jeziorański (1914 – 2005).

Todos participaram activamente na resistência polaca contra a ocupação alemã, trabalhando na clandestinidade para fazer chegar ao governo da Polónia no exílio e aos aliados informações valiosas para o desenvolvimento do esforço de guerra contra os nazis.

Na placa comemorativa que acompanha a escultura lê-se: «Foi graças a estes homens e a outros heróis anónimos que o terror da Segunda Guerra Mundial chegou mais cedo ao fim. A sua coragem e sabedoria contribuiram para as bases do sistema transatlântico. Passados setenta anos, o atlantismo continua a ser a chave para a paz e a estabilidade das nações europeias.»

Resultado de uma colaboração da Embaixada da Polónia em Portugal com a Câmara Municipal de Cascais, e patrocinada pela Família Spitzman Jordan, esta nova peça de arte urbana está situada nos jardins do Casino Estoril.

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Hubert de Givenchy no Belas Clube de Campo

A convite da Duquesa de Cadaval e de André Jordan, o grande criador de moda Hubert de Givenchy, de 87 anos, esteve no Belas Clube de Campo para uma palestra que encantou quem esteve presente. Sob a forma de uma entrevista conduzida pelo Príncipe Charles Philippe d’Orléans, Hubert de Givenchy falou no ciclo Belas Talks sobre a sua vida, carreira profissional e contou alguns momentos vividos ao lado de personalidades como Audrey Hepburn, Jacqueline Kennedy ou o seu grande ídolo e inspirador, Cristóbal Balenciaga. Na assistência estiveram modelos, actores e estilistas, que tiveram a oportunidade de ouvir palavras de grande simplicidade, fazendo o retrato breve de um mundo onde Hubert de Givenchy deixou a sua marca de grande senhor da moda. Hubert de Givenchy deslocou-se a Portugal para apresentar, no Palácio Cadaval, em Évora, a exposição «Vestidos de Noiva Inesquecíveis».

BELAS CLUBE DE CAMPO

O Grupo André Jordan tem na sua origem o cenário cosmopolita da Cidade Maravilhosa: o Rio de Janeiro. Nos primeiros anos da década de 40 do século XX, Henryk Spitzman Jordan, um empresário de nacionalidade polaca, inicia a construção de um sonho que vai representar a reconstrução da sua vida e das vidas da mulher e dos filhos que o acompanharam no exílio forçado pela guerra na Europa.

O grupo empresarial que Henryk Spitzman Jordan fundou no Rio de Janeiro continua activo. Nas últimas quatro décadas por impulso do seu filho André, e hoje sob a liderança do seu neto Gilberto. Atravessou várias convulsões históricas, mudou o centro de gravidade do Brasil para Portugal, com 74 anos de actividade quase ininterrupta.

Um dos seus mais recentes empreendimentos, ainda em expansão, é o Belas Clube de Campo.

Neste website o visitante encontrará elementos diversos para melhor conhecer a trajectória do Grupo André Jordan, sobretudo na página PROJECTOS, onde há imagens e informações sobre as suas realizações actuais e passadas. Nas GALERIAS há fotografias e vídeos sobre André Jordan e as realizações do Grupo que tem o seu nome.

Na página POSTO DE OBSERVAÇÃO vai encontrar entrevistas, textos e notas soltas assinadas por André Jordan, sobre o andamento do mundo, bem como alguns recortes de imprensa relativos à evolução da economia, do imobiliário e do turismo.

Entre os projectos desenvolvidos pelo
Grupo André Jordan em Portugal merecem
destaque o Belas Clube de Campo (que agora entra
em nova fase de expansão) e dois  empreendimentos entretanto vendidos pelo grupo a investidores internacionais: a Quinta do Lago e  Vilamoura XXI.

Uma marca identitária dos empreendimentos
de André Jordan é a sua ligação ao golfe e a polÍticas rigorosas de sustentabilidade.

Saiba mais sobre estes empreendimentos através
dos links que lhes são dedicados.

RESIDENCES AT VICTORIA

André Jordan

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